Promover nova educação que atenda às exigências do mundo moderno, principalmente, quando tratamos das potencialidades da juventude, transformou-se no maior desafio de todos os tempos.
A geração dedicada antigamente à educação enfrenta, hoje, sérios problemas. A cultura educacional vivenciada na infância e na adolescência atingiu, em profundidade, o modo de pensar e de sentir dos educandos da época.
A fase transitória para enfrentar os desafios das novas experiências educacionais, exigiu dos educandos a superação de confrontos psicológicos e emocionais para avançar nos campos das transformações familiares e comunitárias.
Adaptar-se às exigências e adotar a filosofia dos educadores da época impunha submissão aos princípios, aparentemente, superados.
Com a adaptação sentiam-se alienados do meio familiar, escolar e comunitário. Além disso, superar a fase do ridículo na convivência com colegas da mesma idade, constituía um grande desafio.
A adesão à filosofia reinante entre os jovens da época representaria desligamento familiar do cordão umbilical.
A dinâmica da angústia e da indecisão invadiu e aflorou em diferentes campos da sociedade.A violência, muitas vezes, comprovou a carência de raciocínio lógico e de sentimentos.
A transição define marcas dolorosas e profundas nos integrantes da sociedade.
As estruturas de uma sociedade fortemente apegada ao tradicionalismo foram abaladas. A recuperação exigia humildade, capacidade para debater ideias que propusessem solução adequada do problema, inteligência e conhecimentos suficientes para aquilatar as consequências da crise.
Os diferentes setores da sociedade atribuíam-se saber e capacidade para conclusões sábias no enfrentamento do problema.
As mazelas tornaram-se evidentes. As feridas foram valorizadas como comprovação de luta renhida em prol de uma sociedade humanizada pela educação.
Muitos jovens não vislumbravam caminhos seguros para enfrentar os problemas que se apresentavam graves.
Muitos debandaram. Desistiram do enfrentamento direto. Partiram para a alienação a fim de evitar desgaste emocional que parecia iminente.
A alienação, porém, não lhes trouxe segurança. Muitos iniciaram o caminho da vingança contra as imposições "infalíveis" que garantiriam sucesso futuro.
A capacidade de resposta adequada às exigências agressivas da situação delineava contornos sufocantes.
A iniciativa generalizada em apoio a uma evolução favorável a mudanças sérias tornaram-se restritas e restritivas.
As luzes que poderiam aclarar as decisões favoráveis ao surgimento de reencontros parecem ofuscadas. Não brilham. A neblina fechada distancia as pessoas. A esperança definha. As saídas tornam-se confusas pela incapacidade de propor e aceitar ideias e de renunciar a dogmatismos educacionais.
Os opostos não admitiram ceder em suas definições. O retrocesso alastra-se e provoca rupturas na convivência humana.
As estradas salientam pedras que ocasionam tropeços indecentes na busca da verdade.
Muitos da Geração X (antigos) estacionaram no tempo. A busca de reaproximação e de manutenção da família parece estarrecer os ânimos e promover desespero desalentador.
Como consequência criaram um "deus mercado" com a valorização do ter. O consumo tornou-se ânsia incontrolável como forma de aparecer e de abafar sentimentos ressentidos da convivência familiar.
Os resultados do consumismo tornaram-se patentes. Descartamos bilhões de toneladas de lixo. Rios e mares transformaram-se em depósito de dejetos humanos e dos rejeitos, que não atendem aos nossos caprichos consumistas.
Em consequência, usufruímos o luxo de esquecimento "generoso" da sobrevida da humanidade contaminada pela água imunda e pelo aquecimento global.
A lógica demonstrou caminhos para atender à ânsia de possuir. Enormes esforços foram empenhados na criação de novas tecnologias para ultrapassar os anseios da sociedade exigente de grande variedade de mercadorias para comprar.
Aberrações aconteceram. Muitos valores foram alterados. Sufocaram o vazio valores imorais, desumanos, consumistas, ânsia de aparecer, exaltação da resistência física, guerras para manter a paz, egoísmo, ganância, apatia, etc.
Em consequência, os humanos desfilam separações, constroem muralhas e grades e exterminam pontes que fomentam encontros, etc. A educação manteve o poder decisório do educador e as distâncias desoladoras entre as gerações.
O educador moderno perdeu-se pelo caminho. A carga emocional e psicológica dos tempos juvenis interfere na ação educativa moderna. Desequilibra ideias e propostas de humanização dos humanos.
O educador moderno atua sustentado na filosofia dos anos sessenta. Tenta manter o poder autoritário e decidir o futuro do educando. Luta pelo salário insatisfatório assume sobrecarga de trabalho para compensar a carência desalentadora de dinheiro. Deve adaptar-se às exigências da globalização e do consumismo.
Sente-se despreparado para enfrentar ideias, conhecimentos, conceitos e preconceitos do jovem moderno.
O consumismo impôs mudanças comportamentais exageradas. O educador deve aderir à moda, à sistemática de vida, aos novos valores e ao estilo de vida contaminado pela violência.
A globalização exigiu pesquisas científicas avançadas e criação de tecnologias de produção, para atender ao consumismo.
A internet invadiu espaços da convivência humana. A aprendizagem tornou-se facilitada e agradável. Os recursos que o computador disponibiliza são imensos.
O educando pesquisa e passa a conhecer realidades, para muitos adultos
desconhecidas. E o educador trabalha tempo integral para sobreviver.
A distância e o vazio que separam as gerações modernas assumem proporções dolorosas e insustentáveis. Assassinatos de familiares, brigas internas nas famílias e desencontros nas escolas denunciados pela mídia desestabilizam possível segurança.
O surgimento de nova capacidade evolutiva encontra-se restrita. As potencialidades foram tristemente bloqueadas, e limitado seu desenvolvimento.
O reencontro das gerações tornou-se artigo de luxo. O sistema educacional reinante não atende às exigências modernas. Carecemos, com urgência, de reintegração da família e da comunidade.
A viabilidade de mudanças radicais existe, mas exige alteração de valores, que sustentam interesses egoístas e a ânsia de poder. A manutenção do status quo desgasta energias, promove estacionamento evolutivo e o retrocesso da humanização.
Para refletir e debater.
O1) Que pensa do caos que vivenciamos?
O2) Como imagina as mudanças que devem acontecer?
O3) Que pensa da educação vertical?
O4) Defina as distâncias que separam as duas gerações.
O5) Como reintegrar a família moderna?
O6) Como movimentar a comunidade para realizar mudanças?
O7) Como solucionar os desafios do lixo?
O8) Como abrandar os desafios do consumismo?
O9) Como capacitar educadores para encontros com os educandos?
1O) Como atuar no campo da desqualificação do status quo?
11) Como construir um mundo para o jovem moderno?
12) Como unir a sociedade para atendimento de um objetivo comum?