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BOLETÍN  REDEM
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31 de Julio del 2009
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SOFTWARE EDUCATIVO: uma reflexão sobre a avaliação e utilização no ambiente escolar

RESUMO

O presente artigo tem como finalidade refletir sobre a classificação, avaliação e utilização de softwares usados na área educacional na disciplina da Língua Portuguesa. Aborda-se também, a importância da utilização dos softwares na promoção e construção do processo de conceituação dos discentes para que os mesmos desenvolvam habilidades e competências necessárias a sua inserção na sociedade do conhecimento.

Palavras - chaves: Computador. Softwares Educativos. Aprendizagem

1.        INTRODUÇÃO

O processo educacional brasileiro se transforma simultaneamente às mudanças decorrentes de conhecimentos resultantes de modelos paradigmáticos que os indivíduos produzem ao longo do desenvolvimento da própria humanidade, esse incremento acontece principalmente pelos conhecimentos adquiridos pelos homens e passados aos seus descendentes. 

"Dado o grande desenvolvimento tecnológico a que se assistiu nos últimos anos e as novas exigências sociais que as tecnologias de comunicação e informação vieram trazer, [...] em que medida está à Instituição de Ensino a tirar partido do seu enorme potencial". (COSTA, 2004).

Sabe-se que a educação  ao longo da história da humanidade atravessa varias transformações e em face dessas alterações questiona-se como fica o posicionamento das instituições de Ensino. (Libâneo, 2003, p. 52).

A Instituição de Ensino tem um enorme potencial a ser desenvolvido frente às novas demandas sociais. Sua principal missão é cumprir uma função na formação de personalidades humanas de maneira gratuita, universal e democrática.

A Instituição de Ensino tem, portanto, a função social de repassar, organizar o saber e viabilizar a todos os membros de uma sociedade o acesso aos instrumentos de produção cultural, cientifica e política independente do suporte físico que o componha.  E, preparar os indivíduos para o acesso ao conhecimento e para o domínio de princípios do desenvolvimento científico e de sua aplicação prática através da tecnologia é uma exigência de uma sociedade que cada vez mais se torna modernizada e globalizada.

As ferramentas para garantir a aprendizagem de conteúdos estabelecidos e habilidades à vida social na era do conhecimento vão desde livros e estruturas físicas adaptadas as novas demandas até a inserção de computadores e softwares que auxiliam os docentes na tarefa de repassar esses conhecimentos acumulados.

Portanto, uma nova tarefa da Instituição de Ensino é a criação de ambientes de aprendizagens que possibilite a utilização das novas tecnologias entre as quais o computador e os softwares educativos.

Essas ferramentas propiciam uma nova forma de experiência que oportunizam as pessoas a compreensão do que fazem e perceberem que são capazes de produzir algo que era considerado impossível. Para isso é necessário à criação de ambiente abastado, desafiador e estimulador que permita a qualquer indivíduo ser capaz de aprender algo.

Com a utilização do computador e softwares educativos na área educacional a escola e o corpo de professores podem buscar como finalidade a promoção da aprendizagem dos discentes e ajudando, ou seja, auxiliando a construção do processo de conceituação e do desenvolvimento de habilidades importantes para que ele seja inserido adequadamente e participe da sociedade do conhecimento.

Nesse momento é necessário que o professor saiba quais são os softwares que se pode utilizar na área educacional e como avaliar esses softwares de forma a elencar suas contribuam no desenvolvimento da prática pedagógica e do processo de ensino aprendizagem nas salas de aula.

2 SOFTWARE

A sociedade do conhecimento tem como demanda inovações no campo educacional, dessa forma, a educação para o século XXI constante no processo de existência humana e aberta esta inserida em uma numa sociedade em que o conhecimento é uma das forças que pesarão no balanço socio-económico, incluído no bojo do desenvolvimento (ou do subdesenvolvimento), terá como um dos seus poderosos parceiros potenciais as tecnologias de informação e comunicação. (GALVIS, 2004).
Contudo, não se pode simplesmente impor uma tecnologia à educação para que ela esteja em sintonia com a sociedade em que se realiza e em especial na criação de materiais didáticos como os softwares educativos, essa novidade implica diretamente na reorganização da estrutura física das Instituições de Ensinos e dos docentes em relação a esse novo ambiente educacional que se revela.

A inserção e utilização de computadores e o desenvolvimento de software nas Instituições de Ensinos vêm responder as necessidades de uma sociedade globalizada que exigem de seus membros uma interação social e maior rapidez na resolução de problemas apresentados de forma cooperativa.

Para Fino (2006, p.3), um grande número de:

[...] professores em serviços nas escolas não superiores, fez a sua formação inicial sem ter tido qualquer espécie de formação relacionada com o uso de software, independente do rótulo com que se apresente, e tem anos a fio em escolas onde essas matérias têm ficado a cargo de um pequeno grupo de docentes mais pioneiros.
Essa realidade demonstra que o uso de software na área educacional exige dos docentes um conhecimento aprofundado na área da informática. Através do conhecimento de como funciona o ambiente informatizado o docente deve selecionar e avaliar antes de adquirir esse material.

2.1 Software educativo

Software educativo é um software que pode ser utilizado para fins educacionais. É uma ferramenta capaz de inovar as idéias docentes para a prática pedagógica através dos quais os discentes têm acesso a ambientes informatizados e às novas formas capazes de auxiliar no processo de ensino-aprendizagem.
A presença do computador e software educativos em nossas Instituições de Ensinos é uma realidade que está impulsionando os docentes a se capacitarem nessas novas tecnologias de forma, a saber, utilizar esses instrumentos e tirarem o máximo de proveito na melhora de suas práticas.

Para Fontes (2006) a definição de software educativo:

[...] em sua concepção mais ampla, é bem genérica. Giraffa (1999) defende que a visão cada vez mais consensual na comunidade da Informática Educativa é a de que todo programa que utiliza uma metodologia que o contextualize no processo ensino e aprendizagem, pode ser considerado educacional." Existem softwares criados para fins educacionais e também aqueles criados para outros fins mas que acabam servindo a este propósito, como por exemplo planilhas e gráficos. O poder do computador e software educativos e como ferramenta educacional é indiscutível, mas se usado com critérios. Tudo depende do modo como forem concebidos os programas, mas também como os docentes os explorem. Para isso, é preciso que o docente saiba avaliar um software educativo, pois existem também muitos softwares que são chamados de educativos como estratégia de marketing.

Dessa forma, o conceito de software educativo é bem amplo e depende de como forem concebidos os programas e como se desenvolve o trabalho dos docentes na avaliação e

Uma efetiva preparação dos professores para a análise critica, avaliação e utilização de software educativos constitui, pois uma necessidade cada vez mais premente nos nossos dias e justifica, por isso, que se desloque a avaliação tradicional operada fora da Instituição de Ensino para os próprios professores e educadores, em referencia a objetivos de teor predominantemente pedagógico e centrada na utilização educativa que deles possa ser feita em cada contexto concreto.

Os educadores devem estar preparados para a avaliação e o trabalho com os softwares no ambiente escolar e para isso necessita de conhecimentos sobre os mesmo. O professor necessita saber que existem deferentes classificações de softwares de acordo com diferentes concepções, contudo, nesse artigo aborda-se a utilização baseia na divisão em dois grupos.
Os Softwares  genérico que podem ser utilizados em qualquer disciplina, como exemplo tem-se os processadores de texto, as folhas de calculo, etc. e, Os software específico pensado com a finalidade de ser usado no ensino, e nomeadamente na aprendizagem de tema concretos. Como exemplo os ensinos de temas de ciência, de prática de idiomas, de exercícios de matemática, etc.  (FONTES, 2006).

Existe também uma classificação de acordo com a função que é dividida em três grandes grupos de acordo com a sua função:
-"Tutor". Este software é concebido para funcionar como "docente substituto". O computador e software educativos e software educativos apresenta certa material de uma dada disciplina, o discente responde, o computador e software educativos e software educativos classifica a resposta e segundo os resultados da avaliação, determina dos passos seguintes.  Trata-se de um tipo de produtos baseados em exercícios de pergunta/estímulo-resposta. -"Ferramenta de Trabalho".  Este software é concebido para desempenhar um conjunto de tarefas específicas, como a elaboração de gráficos, pesquisa de bases de dados, etc. -"Tutelados". Este tipo de software é concebido de modo que o discente ponha à prova a capacidade dos computadores e software educativos para resolver certos problemas ou concretizar certas idéias. (GALVIS, 2006).

Na área educacional a classificação surgiu como conseqüência de pesquisas realizadas no mundo inteiro, mais especificamente na Grã Bretanha no "National Development Programme in Computer Assisted Learning (1973-1975)".  (GALVIS, 2006).
Essa classificação perpassa pelos conhecimentos sobre os quatro grandes paradigmas para o ensino que fundamentaram o surgimento da necessidade de se desenvolver trabalho na área educacional com novas tecnologias e em especial o software educativo. Os quatro grandes paradigmas são: Paradigma Instrutivo, Paradigma Revelador Paradigma das Conjecturas e Paradigma Emancipador. (FONTES, 2006)

No primeiro grande paradigma que é o Paradigma Instrutivo o pressuposto evidencia que o ensino é uma simples transmissão de conteúdos, utilizando para tal um conjunto de metodologias e técnicas mais ou menos eficazes.

Dessa forma o centro da atenção é o programa e o discente é visto como um mero receptor de mensagens. Nesse modelo a instrução apresenta-se como uma seqüência de operações previamente definidas das mais simples para as mais complexas.
No segundo que é o Paradigma Revelador o pressuposto sobre a aprendizagem baseia-se na descoberta, devendo por isso ser facultado aos discentes meios para desenvolverem a sua intuição em relação ao campo de estudo. Nesse modelo o centro da atenção são os discentes.

Dessa maneira o software  cria ambientes de exploração e de descobrimento, os discentes avançam na aprendizagem inserindo conhecimentos para descobrirem as reações ou os efeitos que os mesmos provocam.
No terceiro paradigma das Conjecturas o pressuposto sobre o saber ressalta a essência como uma construção, e o discente e sua interação com o meio.

Nesse modelo encontramos as idéias de Vygotsky e o software procura criar uma espécie de micro-mundos informáticos que possibilitem que os discentes manipularem idéias, facilitando o avançam na aprendizagem com a construção de saberes.
No último grandes paradigmas têm o paradigma Emancipador que vê na utilização dos computadores, softwares educativos e os programas informáticos em particular como meras ferramentas, que facilitam aos discentes a resolução de tarefas penosas e repetitivas.

Para Galvis (2006) o Office  é uma das meras ferramenta de produtividade que possibilita ao educador criar poderosos ambientes educativos que acrescentam valor às ferramentas convencionais para aprender temas fáceis de dominar
Dessa forma, o educador no mundo globalizado deve estar consciente dos desafios da globalização e da sociedade, decide abrir as janelas da tecnologia para o saber, colocando seus discentes em contato com outros seres humanos por meio das redes virtuais como o da INTERNET está enriquecendo a educação com a informática, mas não está fazendo.

Para Galvis (2006, p. 4), a qualidade do software:

[...], porém, não se limita ao cumprimento dos padrões associados ao tipo ou combinação de tipos aos quais pertence. Acima disso estão os critérios de pertinência (é necessário algo como isso?), relevância (até onde esta solução é coerente com os outros elementos do ambiente de aprendizagem?) e unicidade (em que medida são aproveitadas as qualidades únicas do computador como meio?). Assim, a qualidade é algo que não só está ligada ao produto; está imbricada no processo de ESE.
A criação de ambientes educativos com a utilização do computador e software educativos acrescenta um valor a quem deles se utilize e são soluções muito valiosas que estão ao alcance do educador que sabe um pouco de informática.
A qualidade do software encontra-se também no processo e se possuem padrões associados ao tipo ou combinação de tipos aos quais pertence e critérios de pertinência, relevância e unicidade.

2. 3 Avaliação do Software Educativo

Para se avaliar softwares educativos é necessário se seguir critérios entre os quais se encontra a avaliação da qualidade desse produto. Sua utilização, como um software pode ser usado na área educativa, como ele pode ajudar o aluno a construir seu conhecimento e a modificar sua compreensão de mundo elevando sua capacidade de participar da realidade na qual está inserido.

Para Papert (1997, apud COSTA, 2004, p. 3):

Uma questão central continua a ser, pois, a da avaliação e certificação da qualidade, até porque persiste a dúvida sobre o valor pedagógico de muitos dos produtos que estão disponíveis e passiveis de serem utilizados em contexto Instituição de Ensinor e para fins educativos. [...] comprador deste tipo de produto, chega mesmo a afirmar que essa etiqueta, e a publicidade que a acompanha, constitui um verdadeiro engano para o comprador, uma vez que é enganadora e tem orgulho disso.
É, necessário saber que etiquetas, publicidades e as grelhas de avaliação que estão disponibilizadas são maneiras limitadas de olhar o fenômeno e, portanto, a participação do docente elegendo critérios próprios de avaliação de qualidade é essencial para a escolha correta desse tipo de material. (FINO, 2006a).

Para Costa (2004, p. 4), é necessário que os critérios de avaliação:

Permitam concluir sobre o valor pedagógico do software acompanhem a evolução tecnológica de forma a possibilitar, também uma avaliação adequada dos produtos em suporte tecnologicamente mais ricos e poderosos como é o caso das ferramentas de comunicação em rede que é a internet veio permitir.
Dessa forma, entender a evolução das tecnologias nas Instituições de Ensinos se faz necessário para se poder adequar a estruturas e responsabilidades da escola e do professor na seleção dos matérias didáticos como os softwares que podem via computador serem utilizados com fins educacionais.

Para Fino (2006a, p. 6) qualquer tipo de software:

[...] "educativo" ou não, que me ajude a criar contexto segundo aqueles específicos é bom software. Para se conseguir estes contextos, nem sempre são necessários produtos muito sofisticados, desses que só correm em computadores [...] as vezes coisas mais simples [...] nos ajudarem a criar contextos muito estimuladores e proveitosos para os aprendizes.

A criação de contextos mais estimuladores com a utilização de software perpassa pela avaliação de um software educativo. Essa avaliação exige do corpo de professores da Instituição de Ensino uma clareza de critérios de suas funções sabendo-se que qualquer que seja o software ele pode ser educativo contanto que criem contextos estimuladores e proveitosos para os discentes.
Um contexto que promoção à motivação, que nos leve a despertar estímulos nos discentes e ativar suas respostas através do proporcionamento de informações e estimulações e também, através da prática de exercícios fornecidos por programas específicos.  (J. Self apud FONTES, 2006).

De acordo com Galvis (2006) existem algumas qualidades que os docentes podem utilizar na avaliação e diferenciação da utilização do computador e software educativos e outros meios de aprender.

Em primeiro lugar, deve-se saber que o computador tem capacidade para armazenar, processar e apresentar informação multimídia de forma interativa entre as quais informações educativas; desse modo, é possível criar contextos para aprendizagem nos quais se pode dar uma relação de diálogo com o nível concreto ou abstrato requeridos.

Em segundo lugar, que os computadores têm a capacidade de agir com diversos níveis de inteligência adquirida; execução com o comportamento racional dos humanos. A inteligência não é um atributo dicotômico (existe ou inexiste), mas uma qualidade que pode apresentar diversos níveis de desenvolvimento.

Em terceiro lugar, o computador e viabiliza diferentes níveis de interação. Graças a sua capacidade para processar informação, seja educativa ou não, aos avances a inteligência artificial e às interfaces de diversos tipos.

E em quarto e último lugar a conexão e a articulação com outros meios e recursos para a aprendizagem, permitindo desse modo a criação de ambientes cooperativos de aprendizagem, o aproveitamento das qualidades únicas de outros meios e a criação de ambientes de comunicação.

Para Galvis (2006, p. 9), não é só a Instituição de Ensino:

[...] e a família que educam; as comunicações, através de recursos teleinformáticos, tornam-se meios cada vez mais poderosos de "doutrinamento" ou de "dar controle" às pessoas, dependendo da maneira como sejam manipuladas e do papel que os educadores, comunicadores e informáticos queiramos assumir neste processo.

Esse conhecimento pode ajudar ao docente na junção da educação com a informática, depende da imaginação do programador/docente, uma vez que é possível realizar, com maior ou menor custo e esforço, o que os docentes desejam.
Dentro da área educativa o docente que se dispõe avaliar um software educativo necessita identificar a concepção teórica de aprendizagem que o orienta, pois um software para ser educativo deve ser pensado segundo uma teoria sobre como o sujeito aprende, como ele se apropria e constrói seu conhecimento.

Para Papert (1980 apud FINO, 2006b, p. 1-3):

O papel do professor consiste em saturar o ambiente de aprendizagem com os nutrientes cognitivos, a partir dos quais os alunos constroem conhecimentos. E devem ser proporcionadas às crianças ferramentas poderosas  que lhes possibilitem uma exploração completa dos nutrientes cognitivos existentes.[...] na perspectiva de Vygotsky, exercer a função de professor( atuando na ZDP) implica assistir o aluno proporcionando-lhes os recursos, de modo que ele seja capaz de aplicar um nível de conhecimento mais elevado do que lhe seria possível sem ajuda.

No construtivismo/ construcionismo a aprendizagem ocorre quando a informação é processada pelos esquemas mentais e agregadas a esses esquemas.  Esse conhecimento incorpora-se esquemas mentais que são colocados para funcionar diante de situações desafiadoras e problematizadoras. Para Piaget os fatores de desenvolvimento devem ser respeitados para se compreender que a maturação biológica, a experiência física com objetos, a transmissão social e a equilibração são essenciais no desenvolvimento humano. (VIEIRA, 2006).

Quando se observa o fator de desenvolvimento segundo Piaget pode-se trabalhar de forma mais significativa com os alunos e softwares classificados como construtivistas que privilegiam problemas realistas em contextos realistas são melhores de se escolher para o trabalho nessa perspectiva. Esse tipo de trabalho possibilita ao aluno a construção de um produto significativo relacionado com sua realidade.

Outro ponto que ajuda na avaliação de um software é o técnico, que orientam para um adequado emprego. Informações como que mídias são empregadas, qualidade de telas, interface disponíveis, clareza de instruções, compartilhamento em rede local e Internet, compatibilização com outros softwares, hardware e funcionalidade em rede (importação e exportação de objetos), apresentação auto-executável, recursos hipertexto e hiperlink, disponibilidade de help-desk, manual técnico com linguagem apropriada ao docente - usuário, facilidade de instalação, desinstalação e manuseio, entre outros. (VIEIRA, 2006).
Contudo, é necessário relembrar que uma avaliação ou grelha de softwares são limitadas e, portanto, o docente deve criar critérios flexíveis capazes de avaliar a o grau de contribuição para o processo de ensino aprendizagem do software educativo para ele. (FINO, 2006 a).

No Brasil o domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação social efetiva, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola tem a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes lingüísticos, necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos.

Para que esse domínio ocorra à disciplina de Língua Portuguesa vêm desde o início da década de 80, sendo o centro da discussão acerca da necessidade de melhorar a qualidade da educação no País. No ensino fundamental, o eixo da discussão, no que se refere ao fracasso escolar, tem sido a questão da leitura e da escrita. Sabe-se que os índices brasileiros de repetência nas séries iniciais inaceitáveis mesmo em países muito mais pobres estão diretamente ligados à dificuldade que a escola tem de ensinar a ler e a escrever. (PCN, 1997).

Na compra de um software na área da educação fundamental na língua portuguesa é necessário se investigar a procedência e escolher um software que ofereça atividades interativas para ser trabalhada no computador de forma complementar aos conteúdos do currículo respeitando as capacidades de cada faixa etária. Dessa forma se trabalham a língua portuguesa, conteúdos promovendo a familiarização dos alunos com o recurso tecnológico levando em consideração os seguintes aspectos:

  • Sua utilização nas diferentes situações de comunicação de fato; e
  • As necessidades colocadas pelas situações de ensino e aprendizagem.
Para tanto no Software educativo desenvolvido para a disciplina de Língua Portuguesa deve-se analisar sua:
  • Autenticidade e conteúdo significativo;
  • A capacidade de estimular o desenvolvimento cognitivo em parceria do aluno com colegas e professores ou até mesmo de forma individualizada;
  • A capacidade de estimular a atividade metacognitiva;
  • A possibilidade de tornar o aluno seu próprio tutor;
Sua relevância para o conteúdo da língua portuguesa trabalhado em sala de aula
  • Uma abertura que possibilite que o aluno com um erro cometido possa refaze o caminho e achar uma nova oportunidade de aprender;
  • Uma complexidade crescente das informações oferecidas que possibilite ao aluno níveis de intervenção cada vez mais complexos;
  • Flexibilidade na resolução das situações oferecidas aos alunos e;
  • Leitura e interpretação fácil das atividades que serão desenvolvidas pelo aluno, ou seja, texto de fácil leitura e interpretação. (FINO, 2006, p.6).

E, também organizar-se de modo que os alunos sejam capazes de:

  • Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-la com eficácia em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos  coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;
  • Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade lingüística valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participam;
  • Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
  • Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem os produz;
  • Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;
  • Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros;
  • Compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc.;
  • Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário;
  • Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de análise crítica;
  • Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia. (PCN, 1997).


4 CONCLUSÃO
A finalidade de criar um ambiente de aprendizagem onde o discente adquira  a informação via novas tecnologias e consiga uni-la a seus esquemas mentais de forma a utilizá-la mediante um desafio ou situação problema é um desafio para a Instituição de Ensino na sociedade do conhecimento.

Dessa forma, é necessário que se perceba que o computador e software educativos são possibilidades de representar a informação e buscar novas alternativas e estratégias de aprendizagens para se compreender a realidade. Portanto, a avaliação de um software na área educacional precisa seguir critério além de fundamentar-se em conhecimento sobre informática instrumental, área pedagógica e técnicas computacionais, além da reflexão o papel do computador e software educativos, do docente e do discente.

Além de se entender que os eixos organizadores dos conteúdos de Língua Portuguesa no ensino fundamental partem do pressuposto que a língua se realiza no uso, nas práticas sociais; que os indivíduos se apropriam dos conteúdos, transformando-os em conhecimento próprio, através da ação sobre eles; que é importante que o indivíduo possa expandir sua capacidade de uso da língua e adquirir outras que não possui em situações lingüisticamente significativas, situações de uso de fato. (PCN, 1997).
Alguns programas possibilitam a digitação e edição de textos produzidos pelos alunos para publicações internas da classe ou da escola e outros permitem a comunicação com alunos de outras escolas, estados, países; outros, ainda, possibilitam o trabalho com aprendizagens específicas, sobretudo a leitura.

O que se deve considerar como mais importante, no entanto, é realização da seleção dos materiais que se incorporarão à aula, tendo como critério a qualidade tanto do ponto de vista lingüístico quanto gráfico. Além disso, é fundamental que sejam adequados à proposta didática a ser desenvolvida, ou seja, existem ocasiões em que é possível utilizar materiais do entorno próximo e em outras, é necessário se recorrer a materiais produzidos com finalidades especificamente didáticas. (PCN, 1997).
Deve-se observar também a avaliação dos alunos em respostas às inovações tecnológicas na disciplina da Língua Portuguesa e para se avaliar são necessário alguns alguns critérios estabelecidos que sirvam para identificar de fato as aprendizagens realizadas.

Entretanto, é importante não perder de vista que um progresso relacionado a um critério específico pode manifestar-se de diferentes formas, em diferentes alunos. E uma mesma ação pode, para um aluno, indicar avanço em relação a um critério estabelecido, e, para outro, não. Por isso, além de necessitarem de indicadores precisos, os critérios de avaliação devem ser tomados em seu conjunto, considerados de forma contextual e, muito mais do que isso, analisados à luz dos objetivos que realmente orientaram o ensino oferecido aos alunos. E se o propósito é avaliar também o processo, além do produto, não há nenhum instrumento de avaliação da aprendizagem melhor do que buscar identificar por que o aluno teria dado as respostas que deu às situações que lhe foram propostas. (PCN, 1997).

Essa reflexão é necessária para se entender que a construção do conhecimento do discente não é um processo simples e imediato, mas produto de um longo trajeto histórico-social. Avaliar um software educativo precisa levar em consideração à utilidade dessa ferramenta no processo ensino aprendizagem do discente na construção de seus conhecimentos.
Portanto, ao se avaliar e escolher um software educativo deve ser levado em consideração os perfis do discente e a proposta pedagógica da Instituição de Ensino na qual será desenvolvido esse trabalho e o contexto sócio-cultural do discente. Além de considerar se o software é claro, objetivo, com leitura de fácil compreensão e que permita o desenvolvimento cognitivo do aluno.

REFERENCIAS
 
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FINO, Carlos. Avaliar software educativo. In Actas da III Coerência internacional de Tecnologias da Informação (p. 689-694), Braga: Universidade de Minho. 2006.
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   Por: Dalvina Amorim Ayres   
            Miembro Consultor REDEM en Brasil   
COMENTARIOS
Nombre: Prof. Nádson Ramalho
E-mail: nadsoncaeteuara@hotmail.com
Comentario: Cara amiga Dalvina Amorim, Sou professor de língua portuguesa e no momento estou escrevendo minha monografia da especialização em Informática na Educação, na qual estou focando a possibilidade de ensino da língua portuguesa por meio de um software educativo. Gostaria de receber de você, se possível, algum material que possa ajudar-me na construção de meu projeto. Adorei ter encontrado seu arquivo e de lê-lo. Parabéns e aguardo sua resposta!