O que é a adolescência?
Capítulo IV " A idade da inquietação pubescente"in As etapas da educação, obra de Maurisse Debesse
A adolescência que se estende dos doze aos dezoito anos/vinte anos constitui um período muito diferente do conjunto das etapas anteriores integradas no período designado por infância. O adolescente apresenta características significativas relativamente a infância quer a nível biológico quer a nível psicológico.
No que respeita as alterações biológicas Debesse salienta o despertar da função da puberdade. Do ponto de vista psicológico o adolescente apresenta características mais complexas, nomeadamente: o rápido alargamento do pensamento através dos interesses múltiplos. "A fermentação intelectual" traduz-se pela alteração e pela versatilidade dos interesses e das opiniões assim como pelo gosto das discussões.
Ainda durante este período o pensamento conceptual substitui o pensamento das noções e as aptidões individuais definem-se melhor. A educação intelectual na puberdade tem um duplo objectivo: favorecer o progresso do pensamento conceptual e iniciar a orientação da formação de acordo com as aptidões dos alunos. Os progressos intelectuais verificados definem-se melhor mas podem ser camuflados não raras vezes pela turbulência pubescente.
Em termos sociológicos o período da adolescência prepara a inserção do ser no meio do adulto graças a uma série de aprendizagens sociais e culturais. Segundo Debesse os adolescentes gostam de assumir papéis e são capazes de admirar apaixonadamente pessoas que tomam como modelo. Os ídolos da música constituem um excelente exemplo do que acabamos de referir. Neste período, a sua personalidade feita de cópias que juntam aos elementos permanentes que lhe são próprios é descoordenada, mal equilibrada e variável. Não podemos esquecer que a pessoa não é um dado é, antes, uma construção.
A puberdade é um período de inquietação para o aluno e para o professor. As tarefas da Educação durante a etapa pubescente são difíceis de definir e de realizar. O convívio estreito entre educador e o aluno é imprescindível, mas a revolta dos adolescentes pode dificultar este convívio.
O professor deverá, ainda, adaptar a educação a variedade das naturezas individuais. Urge, portanto, a necessidade de recorrer a caracterologia a fim de se saber a que tipo pertence o aluno. Certo é que a formação do carácter e da formação do eu deverão sempre ser a primeira preocupação de pais e educadores, no entanto, não parece ser o que acontece actualmente. No universo escolar a preparação dos exames parece ser o único factor que motiva verdadeiramente os pais, os professores e os alunos. O professor, nesta fase não pode já contar com os pontos de apoio com que contava nas fases anteriores. O professor já não pode contar com a força do hábito uma vez que o aluno pubescente prefere a mudança, a novidade e o inédito. A escola deixa de ser suficiente para satisfazer as necessidades do adolescente e manifesta interesse e este passa a manifestar interesse por actividades de ordem vária. Apesar de estas serem essenciais para a formação do adolescente continuam a ser consideradas pelos professores como ocasiões de dispersão. Debesse considera imprescindível que se estabeleça um equilíbrio entre o jogo e o trabalho de modo a que se possa fomentar um ambiente de compreensão e de simpatia que seja propiciador ao desenvolvimento da autonomia dos jovens.
Por: Elsa Martins
Miembro Consultor REDEM en Portugal
Nombre: vanessa fernanda justen
E-mail: vanessa-justen@15hotmail.com.br
Comentario: eu queria saber as etapas da adolecência para um trabalho de escola