Num final de semana um pai sai do apartamento com um filho de oito anos de idade para visualizar e contemplar a natureza. Novidade cercada de mistério e de satisfação para a criança.
Afastaram-se do aglomerado humano da cidade e penetraram na mata. Tudo desperta ansiedade. O garoto sente-se num mundo desconhecido e estranho.
No início da caminhada pela floresta, um pássaro voou. O grito da criança ecoou pela mata.
O susto foi maior quando o eco repetiu, com idêntica intensidade, a voz do menino.
- Papai, alguém está me ridicularizando?
- Não, meu filho. É o eco.
E o eco é a repetição fiel da voz daquele que emite sons em local específico e adequado. Por analogia, podemos deduzir que o filho se torna o eco do pai e da mãe. O educando, também, pode transforma-se em eco do educador.
A presença amiga e amorosa dos pais contagia, profundamente, a formação da personalidade do filho. Hábitos, gestos, atitudes, valores reproduzem, até fielmente a ação dos pais na convivência familiar.
Os filhos são portadores do modelo que presenciaram e, conscientemente, admiraram e com orgulho, muitos assumem o "modus vivendi" do educador.
São ecos vividos, fielmente, que transmitem à comunidade onde se integram a repetição de uma convivência saudável e humanizada. E essa convivência desequilibra os adeptos de transtornos, que tentam invalidar e desqualificar as alegrias e a felicidade vivenciadas e promovidas pela família.
A caminhada evolutiva da família amparada e sustentada pelo eco revitalizador de vidas novas faz acontecer mudança na humanidade.
O verdadeiro amor oblativo vivenciado no lar torna-se eco transformador de fraqueza em fortaleza e de dominação egoísta em ânsia de servir.
O eco alerta para possíveis tropeços em pedras pelo caminho. A resposta do eco afinado na família e na comunidade promove encontros amigos para apresentar ideias e questionamentos em prol da facilitação de atos criativos para a conquista de convivência humanizada.
O eco positivo não só pode atingir as decisões, mas promover estilos de vida transformadores.
As potencialidades humanas podem caminhar sem limites. A educação vertical tradicional implanta retrocessos intelectuais e emocionais através da imposição de normas e valores limitadores dos avanços educacionais e do progresso cultural e científico.
A limitação da transcendência do eco positivo torna-se visível quando o educador adota paradigmas externos. O sistema, então, exalta o dinamismo do educador, em detrimento de decisões conscientes do educando.
O eco positivo atinge, com certa facilidade, às pessoas, quando o clima envolvente for favorável à nova modalidade de convivência e comprovar seus propósitos através de atos concretos.
Todo educador, ainda que não seja pai ou mãe desperta a atenção do educando para o significado e a força do eco. Insiste-se que o eco seja positivo porque pode marcar o futuro do educando para sempre.
Todos nós proclamamos com gestos vibrantes e demonstração emocional o nome e a presença do educador que tivemos quando frequentávamos a escola. Suas atitudes afetivas, seus valores de respeito, compreensão e amizade atingem nossas emoções.
Como resposta dedicávamos mais tempo ao estudo de suas matérias. E adotávamos comportamentos educacionais adequados recomendados por ele.
A recompensa por longos anos de dedicação ao educando, às vezes, com diminutas recompensas financeiras são plenamente compensadoras através de um abraços feliz e por demonstração de realização pessoal e familiar.
Quando o eco for impregnado por atitude negativa e desalentadora do educador, a repercussão, positiva perde sua energia e pode acalentar efeitos maléficos na comunidade através de conduta pessoal do educando.
Se o eco devolver respostas negativas, o captador da mensagem sentirá sua abrangência, quando frequentar algum convívio que promova desencontros familiares ou comunitários.
É dolorosa a constatação da carência de eco positivo. O educando torna-se campo propício de desajustes psicológicos e emocionais. Caminha alienado do contexto humanizante e dos valores que enobrecem a convivência diária
Há educadores contaminados, praticamente, só por ecos negativos. A convivência com crimes brutais como forma de valorização da coragem e da valentia, pode promover desequilíbrios desastrosos.
As mudanças dos referenciais da educação são fundamentais e inadiáveis. O educando necessita de modelos que valorizem a promoção do respeito e da humanização dos humanos.
Educador, encante com o encanto de ecos que possam encantar a construção de um mundo de encantos, que encantando elimine o encanto dos desencantos.
Para refletir e debater
O1) Descreva o educador modelo.
O2) Como o educador pode promover ecos positivos na família e na comunidade?.
O3) Quais os possíveis efeitos dos ecos positivos?
O4) Como deve atuar o educador perante a sociedade que busca ecos positivos?
O5) Como neutralizar os ecos negativos?
O6) Você pode promover ecos positivos? Como?
O7) Como deve ser a dinâmica do eco na comunidade? Por quê?
O8) Como fomentar a ampliação dos ecos positivos?
O9) Como incrementar ecos positivos na família? Por quê?
1O) Como conscientizar-se da necessidade de novos ecos positivos na comunidade?
11) Como criar um clima de fomento de ecos positivos na escola? Por quê?
12) Como promover ações concretas contra ecos negativos? Por quê?
13) Como estimular a repetição de ecos positivos?
14) Quais são os ecos positivos mais importantes na família para haver mudanças?