Numa cidade do interior crime monstruoso abalou as emoções e as estruturas psicológicas da sociedade.
A vítima, senhor de renome, colaborador benemérito da comunidade na solução pacífica de problemas, que desintegram famílias, equipes e escolas.
O assassino aguarda situação propícia para executar seu plano. Tiro certeiro liquidou vida preciosa e inocente.
A revolta da comunidade manifestou-se agressiva e violenta. O criminoso pagaria com a vida as custas da infelicidade que provocou. E no meio do clamor, o assassino sumiu. O transtorno liberou espaço para a fuga.
Embrenhara-se na mata próxima. Perdera o rumo para livrar-se de fuzilamento. Sem visão alentadora de futuro, segue para o desconhecido.
Numa fazenda confortável e, psicologicamente, saudável, uma entidade congrega voluntários e funcionários para atendimento de jovens desprotegidos e desintegrados da sociedade.
A educação agrega valores e recompensas, porque a convivência transforma-se em família amiga, pacífica, afetiva, acolhedora, onde se promovem paz, alegria, empatia, respeito, partilha, etc.Sorrisos espontâneos despertam ânsia de alteração da caminhada.
Ao vislumbrar aquele aglomerado arquitetônico lotado de seres humanos, o criminoso titubeou. O tremor generalizado apavora. A previsão antevia desastres futuros para sua sobrevivência.
Hesita. Algo, porém afirma-lhe que aquele recanto abrigaria sentidos de viver. Lentamente, nuvens sombrias ofuscaram a luz e a escuridão aponta para o matadouro.
O inesperado acontece. Internos foram alertados. Um desconhecido aproxima-se, tímido, de nosso convívio.
Três jovens dirigem-se ao intruso. Alegres abraçaram o visitante "desejando-lhe boas vindas". Fatos semelhantes não lhes eram desconhecidos.
No salão apresenta-se mais seguro. Tentou entender a misteriosa comunidade. Narra fatos semelhantes de sua vida e o último crime que praticara.
Com voz embargada pelas lágrimas e pelo inesperado dos acontecimentos, clamou: "se eu soubesse que existe verdadeiro amor como vocês testemunham, não seria um criminoso a mais sobre a terra". Desmaiou.
Teco integra-se à turma e sente imensa satisfação de viver acreditando nas pessoas. As primeiras horas de convívio, confirmam a grandeza e a validade da experiência.
A estrutura psicológica e educacional do sistema atende às aspirações profundas dos internos.
O funcionamento do internato propaga bons resultados em seus empreendimentos educacionais. Jovens condenados por ações criminosas surpreendem a comunidade com projetos de visão construtiva da sociedade..
A direção da entidade comemora os resultados com alegria e promoção de maior integração dos internos
A liderança elaborou estatuto realista mas viável, adaptado à situação reinante. Jovens delinquentes e dependentes da degradação promoviam pânico nas comunidades.
Muitos pais, alheios à realidade, adaptam atitudes a expectativas de uma reforma educacional da escola e da comunidade. Parece alienação aguardar mudanças de pais que traduzem atitudes sustentadas por ideias educacionais ultrapassadas para atendimento da Geração Y
Aprendizes do internato.
1. Os internos de nossa entidade são carentes absolutos de amor. Os pais não foram preparados para o casamentos e nem treinados para educar os filhos, que enfrentam as mudanças do mundo moderno.
2. A sociedade está despreparada para formar comunidades vivas e destemidas em prol de boa convivência humana diária.
3. Na prática, muitos jovens desconhecem o amor porque conviveram e convivem no desamor.
4. O internato atenderá aos objetivos propostos se cada integrante amar intensamente a si próprios aos outros.
ENCANTO QUE DESENCANTA.
Há milhares de anos a humanidade sofre as agressões de uma educação impositiva, restritiva e ameaçadora.
Apesar de muitos resultados negativos, permanecemos inertes e impotentes para reagir.
Como consequência, promovemos violência, miséria, guerras, assaltos.. A convivência humana torna-se passiva, apática e impotente para incrementar mudanças, em benefício de uma educação que necessita tornar-se facilitadora de harmonia e evolução humana.
Poucos detém o poder impeditivo do progresso, para manter a supremacia de mando e o mando agrega "valores" mesquinhos, que satisfazem a ganâncias do ego.
O sustentáculo do sistema é a cultura negativa, que impera no mundo. E a cultura negativa disfarça e acoberta tramóias, que, aparentemente, saudáveis, mas na realidade avassaladoras do progresso e promotoras de retrocessos.
A cultura sustenta-se em três pilares: 1) O sistema de valores. 2) O sistema de mando e, 3) O sistema de crenças.
A cultura é negativa quando os pilares que a sustentam são negativos. 1) Os valores são negativos quando atendem às exigências do egoísmo humano. Quando a vida não tem sentido como valor a ser preservado. Quando as vantagens pessoais superam o bem comum.
2) A cultura é negativa quando o sistema de mando for negativo. E o sistema de mando é negativo, quando os paradigmas são externos. Quando através do jogo de poder, determinamos e impomos normas, valores, modos de pensar e de sentir. Quando eliminamos o desenvolvimento do potencial humano.
3) A cultura é negativa quando as crenças são negativas. A crença negativa classifica-se, também, como superstição. Acontece quando atribuímos força e poder a objetos, a determinadas ações ou a gestos específicos, etc.
Há dois mil anos, a Boa Nova lançou as bases de um novo Reino. A justiça e a paz seriam as estrelas a apontar o caminho do Reino e a humanização dos humanos para uma convivência feliz.
A mensagem correu o mundo. O egoísmo e a ganância, porém, atravancam muitos de seus resultados. A espécie humana ainda mantém adeptos ausentes do Reino, mas engajados a convívios da Idade da Pedra Lascada.
Se movimentarmos as forças das lideranças mundiais em prol de mudanças radicais visando à socialização e humanização dos humanos, estaremos promovendo, ativamente, a CULTURA POSITIVA NO PLANETA. Acontecerá, então, a construção do Reino.