REFENCIAL TEÓRICO
A origem do mundo nos remete a vários fatores, dos quais até hoje são motivos de estudos científicos e sociais. E o desenvolvimento humano se coloca como um dos objetos de estudos mais recorrentes da atualidade nas diversas áreas do conhecimento científico e tecnológico. Pensar o homem em suas múltiplas dimensões, suas relações e interrelações com o outro e com o meio constitue-se desafios a sua condição e promoção do desenvolvimento humano e social.
Partindo do principio de uma vida, sabe-se que a herança genética é um fator fundamental no futuro social de uma pessoa, independente de raça, cor ou classe social. Ao longo dos anos observa-se que cada vez mais, fatores externos vêm contribuindo para o surgimento de deficiências e/ou necessidades especiais na espécie humana, onde essas diferenças são vistas pela sociedade de forma ainda preconceituosa, porem não o torna incapaz de viver a vida em sociedade dignamente, por meio do processo de integração e interação social. Para tanto se consideram as condições do meio e as construções histórico-culturais como elementos determinantes no processo de inclusão social.
Hoje, vários estudos e pesquisas apontam a "Equoterapia" como meio para a inclusão de deficientes físicos e mentais, de forma interventora e complementar ao tratamento proposto pela medicina convencional, a fim de favorecer o Desenvolvimento Humano Biopsicossocial.
O vocábulo EQUOTERAPIA foi criado pela ANDE-BRASIL, para denominar todas as práticas que usam o cavalo, técnicas de equitação e atividades eqüestres, visando o desenvolvimento global, a reabilitação e/ou educação de pessoas com necessidades físicas e educacionais especiais.
A Associação Nacional de Equoterapia (ANDE-BRASIL, 2007), conceitua a Equoterapia como:
Um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e / ou com necessidade especiais.
Reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, em parecer aprovado de nº. 06/97, de 09 de abril de 1997. E pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia ocupacional, através da Resolução nº. 948, de 27 de março de 2008.