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Bibliotecas escolares e outras formas de ler
   Por: Elsa Martins
            Miembro Consultor REDEM en Portugal

15 de Diciembre del 2009
Os jovens lêem pouco. Esta parece ser a noção que se generalizou entre os docentes, alguns pais e outros profissionais ligados à promoção da leitura. As bibliotecas municipais encontram-se, não raras vezes, vazias ou frequentadas na sua maioria por estudantes do ensino superior ou adultos que se encontram a realizar Mestrados ou Doutoramentos, ou seja, trata-se de um público que não se engloba já naquele que deve ser sensibilizado para a importância da leitura nem iniciado nas actividades de pesquisa.

As bibliotecas escolares são essencialmente frequentadas pela população estudantil da instituição escolar em causa. O que questionamos é o que fazem estes jovens na Biblioteca? O que lêem? O que procuram? Como realizam as suas leituras? As respostas a estas questões resultam da nossa experiência profissional e da troca de experiências que efectuamos com regularidade com outros colegas de profissão. Os jovens vão à biblioteca da escola essencialmente por dois motivos: para efectuarem trabalhos de grupo e para navegarem/pesquisarem na Internet.

As grandes obras dos clássicos são ignoradas porque na maioria dos casos são para estes jovens completamente desconhecidas. A internet poderá ser uma outra forma de ler para estes jovens? Poderá, sem dúvida, mas apenas no caso de funcionar como facilitadora de leituras com qualidade reconhecida. E não nos parece que seja isso que acontece na maioria das vezes, em que se copiam trabalhos de autor desconhecido e muitas vezes duvidoso e se entrega ao docente de uma qualquer disciplina que se vê obrigado a valorizar o trabalho com zero. Os jovens não pesquisam a informação, não a seleccionam, não a assimilam nem a compreendem limitam-se a imprimir, pois tudo o que desejam encontrar se encontra à distância de um "clic".

É crucial que o professor bibliotecário seja um profissional qualificado que conheça estratégias de promoção da leitura, que dinamize sessões de leitura em voz alta de leitura dramatizada (…) que consiga aos poucos porque o terreno é íngreme, escalar a montanha do conhecimento ao mesmo tempo que arrasta as novas gerações com ele.

Urge igualmente que se façam campanhas de sensibilização aos pais sobre a importância da leitura. É preciso trazer os pais à escola, proporcionar-lhes situações de leitura a par com os filhos, com os professores, com os auxiliares de acção educativa, enfim urge que se coloque a comunidade escolar a ler. É preciso abrir horizontes, é preciso fazer com que todos sintam a necessidade de ler um bom livro. Só assim poderemos evoluir em termos pessoais e contribuir para o desenvolvimento humano, social e económico do mundo em que vivemos.

Elsa Martins