BOLETÍN  REDEM
Boletín Quincenal desarrollado por REDEM . Powered by PUBLIGRAFICO Design     -   2009
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    Humanizar os sentimentos apresenta-se, talvez, como o maior ou um dos maiores desafios do mundo. A espécie humana parece viver o "deserto do sentimento".

    Criei essa expressão porque o sentido revela grande parte dos transtornos da convivência humana sobre a terra.

    Para facilitar a compreensão do tema, podemos propor síntese da diferenciação entre emoção e sentimento.

    A emoção, sobretudo a negativa, desequilibra-se com rapidez e pode assumir reações irracionais e, muitas vezes, desastrosas.
    No cume emocional, como reação resposta, podemos cometer graves delitos, com manifestação violenta superior em magnitude à provocação sofrida.

    É interessante observar que o retorno ao equilíbrio emocional acontece com relativa rapidez, principalmente, 1) quando o agressor for envolvido por fato interessante narrado pelos presentes. 2) quando o "escravo" da emoção, principalmente, negativa tiver oportunidade de desabafar mágoas, ressentimentos, revoltas e sentir que a plateia lhe dá atenção.

    O sentimento e a emoção parecem estar interligados.  O sentimento expressa-se, principalmente pelos estímulos não verbais. Como exemplo, citamos: um gesto, um olhar, um sorriso, uma expressão fisionômica, etc. Essas atitudes são reflexos inconscientes daquilo que sentimos a respeito do outro.

    Cabe salientar, de maneira superficial, a diferenciação entre sentimento e emoção. Como já frisamos, a emoção é transitória e depende, em parte, de um meio favorável para sua recuperação.

    Ao contrário, o sentimento é mais suave em suas manifestações. Reside no íntimo do nosso ser. Às vezes, se expressa sem termos conhecimento dessa realidade.

    Já alertamos, que "o meio faz a diferença". A família que vive de maneira intensa a união, o companheirismo, o amor, a confiança mútua, etc. estará denunciando a pobreza interior da sociedade, a acidez da convivência diária e a desertificação dos sentimentos, etc.
    Os desertos são áridos e estéreis. Na sua quase totalidade são fruto da ganância humana. É praticamente, impossível sobrevivência nessa desolação. O calor e a seca torram qualquer anseio animal de sobrevivência.

    Muitas vezes, banalizamos ideias e fatos que promovam a humanização dos humanos. Desqualificamos movimentos que propagam valores referenciais da formação de um clima favorável ao desenvolvimento equilibrado das emoções e sentimentos.

    É suficiente analisar e avaliar atitudes oriundas de desequilíbrios emocionais, que apresentam resultados trágicos, como assassinato de inocentes.

    A falta de emoções positivas e a carência de sentimentos tornam desertificada nossa existência.

    As emoções e sentimentos impulsionam o ser humano à ação. Se o clima empreendedor for agradável e liberto de opressão, imposição e restrições, etc. provenientes de paradigmas externos, as respostas ultrapassarão os limites das expectativas mais otimistas.

    A possível origem da estruturação de emoções e sentimentos negativos reporta-se, também, aos primórdios da concepção humana. Não desqualificamos a influência do inconsciente coletivo, materno, paterno, familiar, pessoal, social, raça, etc. Acreditamos em seu potencial na formação da personalidade do educando.

    Suponhamos um casal que tem relação sexual da qual surge um bebê. Ambos haviam programado impedir a possibilidade de gravidez.
    A mãe rejeitou a concepção. Enviou mensagens negativas durante os nove meses de gestação. Ao receber os nenês  após o parto, manifestou insatisfação, através de expressões não verbais, pelo segundo que nasceu.  Parecia-lhe feio e fraco. As consequências são previsíveis.

    Na concepção, os pais transmitem ao futuro bebê o estado emocional, que vivem naquele instante. Devemos salientar que transmitem, também, as riquezas e as mazelas do sistema nervoso central.

    Por sua vez, o sistema nervoso central é atingido pelo meio em que estamos inseridos.

    O Psicólogo Arthur Nogueira escreveu artigo intitulado: "Terapia do Elogio" , onde comenta uma pesquisa brasileira entre as famílias.
    A pesquisa denuncia que: "as famílias brasileiras estão cada vez mais frias" e apresenta tópicos como resultado do trabalho que soam assim:

-    "não existe mais carinho".
-    "não valorizam mais as qualidades".
-    "só se ouvem críticas".

Fazem parte dessa crise, a "intolerância e a valorização dos defeitos dos outros". "Os relacionamentos hoje, não duram".

Com  estímulos  negativos e  convivendo no desamor, como serão as atitudes e os valores do educando no futuro  convívio com os seres humanos?

De outro lado, será possível avaliar a grandeza do ser humano, quando o  bebê for concebido no amor e por amor? E a gravidez desejada, aceita e respeitada por amor, o nascimento e a primeira infância acolhidos com alegria, vibração e vivenciados por amor?

Talvez, não tenhamos dados científicos suficientes para demonstrar à sociedade e ao mundo a maravilha encantadora da libertação do sentimento e o extraordinário valor transcendente do ser humano.

Enquanto permanecermos na mendicância de estímulos, compaixão, de um pouco de respeito e de um mínimo de amor, permaneceremos na mediocridade das estâncias inferiores, na busca de libertação do deserto dos sentimentos, para a realização como seres humanos.

Como seria o modelo Cristo quando vivenciou sua humanidade na terra? Podemos afirmar que sua vida foi demonstração da grandeza divina dos sentimentos vivenciados entre os humanos.

Pesquise. Ressuscitou Lázaro. Sentimento de dor pelo sofrimento das irmãs de Lázaro.Teve pena dos famintos e multiplicou pães e peixes para saciar-lhes a fome. Transformou água em vinho precioso porque sentiu que o dono da festa enfrentaria momentos desagradáveis caso faltasse vinho. Sentimento de compaixão quando perdoou a Pedro que negara tê-lo conhecido. Pregado à cruz expressou o sentimento de elevação suprema quando disse: "Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem", etc.

O Natal está aqui. Cristo vivenciou sentimentos humanos e divinos, é modelo extremo de perfeição, de harmonia, de perdão, compaixão, misericórdia, etc.

A Gruta de Belém convida-nos a trilhar presença acolhedora, aquecida por sentimento divinizado, a implantar carinho, valores positivos e a banir do convívio familiar e social, a ânsia de destruir projetos e projeções através de críticas negativas.

Para vivenciar sentimentos nobres, facilitadores de convivência humanizada, é urgente "aplainar montanhas e vales" e construir pontes, que promovam encontros promotores de união e interliguem povos e nações.


Referência:

NOGUEIRA, Arthur. Terapia do Elogio. http://recantodasletras.uol.com.br/homenagens/ 
      1515217 , acessado em 09 de dezembro de 2009 as 20:00.

DESAFIO EDUCACIONAL DO SENTIMENTO



   Por: Antônio Luiz Bianchessi
            Miembro Consultor REDEM en Brasil 
15 de Diciembre del 2009
Nombre: Maria Lucia Mexias-Simon
E-mail: mmexiassimon@yahoo.com.br
Comentario: Professor Bianchessi acerta ao fazer  a diferença entre  emoção  e sentimento. Deveríamos refletir mais nesse aspecto, para não tomar reações momentâneas com sentimentos duradouros. E refletir no ambiente que proporcionamos a nossas crianças; mais vale amenizar hoje que chorar amargamente mais tarde.

COMENTARIOS
Nombre: Alberto Henriques
E-mail: alberto.henriques@yahoo.com.br
Comentario: A distinção entre emoção e sentimento acompanha de perto a distinção entre corpo e mente. Compreender como se ligam emoção e sentimento pode, por isso, ajudar-nos a melhor entender a ligação entre o corpo e a mente.


Nombre: Tammela
E-mail: lauritammela@hotmail.com
Comentario: No meu entender sentimento e emoçao, andam juntos. Sua colocação foi muinto significativo. Parabens!!!