BOLETÍN  REDEM
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15 de Julio del 2009
DESAFIO  EDUCACIONAL  DA  EDUCAÇÃO


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Estamos convictos e cientes  da grave crise que avassala o universo e  abala as estruturas  fundamentais da convivência humanizada. Nem sempre temos noção aproximada de sua real dimensão. E para fugir de comprometimentos, apelamos para a ignorância e para a carência de inclusão social, na tentativa de minimizar a própria responsabilidade.

       Acreditamos, também, que o desmantelamento da natureza descontrola o campo  psicológica do ser humano. A área afetiva fica atingida seriamente. Se somos incapazes de preservar a natureza, principalmente, uma árvore, há possibilidade de enveredar por caminhos  que levam ao desrespeito ao ser humano.

       O estresse, a apatia, a reação lenta e descontrolada, o inconsciente  coletivo que transmite a inconsistência da raça na defesa da natureza, o medo fantasioso, o desespero de muitos, a ausência de entusiasmo, a carência de sentimento e de compaixão podem promover  tentativa de fuga  da problemática.

       O desafio do desequilíbrio do meio ambiente intimida. A conscientização  da gravidade do   problema  leva-nos a sentir  a impotência para enfrenta-lo. Tentamos, então, desqualificar sua força destruidora e minimizar as denúncias dos cientistas, que revelam a  iminência dos acontecimentos.

       Confirmamos que a ânsia de poder e a ganância de possuir bens materiais, a escravização  dos menos favorecidos propagam a violência e o desequilíbrio mental e emocional. Tornamo-nos passivos e indecisos perante uma escolha  que pode acarretar perdas financeiras.

       Constatamos não só insensibilidade perante o sofrimento alheio, como também satisfação neurótica ao presenciar a dor até com derramamento de sangue humano.

       Banalizamos desgraças e exaltamos comportamentos negativos e fúteis como modelos. Banalizamos desgraças e, muitas vezes, valorizamos seus efeitos através da indiferença e apatia.

       Se não houver uma decisão consciente de enfrentar com força total a banalização da vida, estaremos envolvidos, rapidamente, no sabor da leviandade da desumanização.

       Se convivermos, amigavelmente, com criminosos e corruptos, a curto prazo, poderemos assumir postura de indiferença ou de adoção de "valores" perversos, admirando e até exaltando a inteligência e a coragem dos envolvidos na desintegração da natureza e da humanidade.

       A terra clama por socorro. O meio ambiente suplica por decisão global  frente às ameaças de desastres que, em diferentes partes do mundo,  já acontecem diariamente.
       Temos a impressão de que o tímpano de experientes humanos se  rompeu. Na realidade, o tímpano permanece perfeito. A audição está perfeita.

       Acontece que o clamor de muitos   atinge , com perfeição, somente o lado   egoísta do tímpano, comandado pela ganância de possuir sempre mais. Prevalece sem lesão a audição  relevante para os interesses pessoais.

       Os gananciosos  expoentes do consumismo neurótico,  reativam a capacidade  auditiva  que lhes interessa, para satisfazer a paixão incontida de aparecer e despertar admiração. E o foco familiar e social pode  ter outro direcionamento na busca de concretização de convivência  humana saudável, na família e na comunidade.

       A humanização da família, da escola, da comunidade e da sociedade compete ao educador. Reconhecemos que semelhante proposta, se encarada com seriedade, se torne o maior desafio dos tempos modernos.

       Temos certeza que os transtornos e desarmonia reinantes têm sua origem na educação vertical existente.

       Parece que a preocupação  primordial  da educação reside na formação técnica do educando. É indispensável  a "formação técnica e específica para enfrentar os desafios da "globalização". E o educando poderá valer milhões se no futuro atuar com precisão milimétrica como profissional..

       Acontece que o  campo educacional que deveria atender e aprimorar a convivência diária, pode lançar as bases da desintegração humana para um possível convívio feliz. 
       Recuperar  conhecimentos exige esforço, mas não  acarreta tanta problemática. A dedicação ao estudo é indispensável. Tornar-se educado, porém, quando na infância e na adolescência não houve educação conscientizada e assumida, transforma-se em  tarefa perturbadora e desafiadora.

       Eric Berne psiquiatra norte-americano (1910/1970),  criador da Análise Transacional, afirmou categoricamente: "Todos nascemos para sermos  príncipes ou princesas e a educação nos faz sapos".

       O príncipe deve brilhar pela cultura, sabedoria, pela educação e pela harmonia  da convivência. Torna-se triste e pesaroso conviver com sábios sem educação.
       O bicho sapo pula à cata de  alimentos. Sua presença é desagradável. Vive temeroso porque pode tornar-se refeição para cobras.
       O sapo é feio por natureza. Às vezes assusta, mas é importante para a manutenção e equilíbrio da natureza.

       Tornamo-nos  sapos quando "damos pulinhos" à procura de alguém que nos ampare e nos proteja, porque  o medo fantasioso nos tira a segurança. Quando não temos coragem para criar um projeto em benefício da comunidade. Ou quando nos avaliamos  melhores que os outros, e tentamos demonstrar valentia e coragem em defesa de nossa superioridade. Quando os outros são sempre responsáveis pelos erros que acontecem na comunidade e no mundo. Quando não aceitamos que alguém nos aponte defeitos.

       É muito difícil conviver com sapos.  Inclusive, ao entardecer, "canta" para demonstrar, talvez, força e poder.  A voz grossa e forte aparenta grandeza física. É instrumento para amedrontar possíveis devoradores.

       O "sufoco" do sapo parece "carroça, quando vazia produz  barulho maior". A lubrificação dos eixos  abranda o chiado. Por sua vez, a educação deve, também, "lubrificar" os atritos internos e externos da convivência humana e educacional.

       Ressecamos  os "eixos" da educação  quando pretendemos educar através do barulho e de gritos. Com a imposição  de  normas, valores e determinações, o educador estaciona possíveis avanços da harmonia na realização humana.

       Ressecamos  a educação quando o educador se fecha na impermeabilidade e nega acolhimento ao educando. Quando o educador promove clima educacional negativo, através, principalmente, do fomento a estímulos negativos.

       Lubrificamos a educação quando o educador atua através do amor, do perdão, da compaixão,  do acolhimento, do abraço fraterno e  facilita ao educando descoberta  de valores transcendentes, com o uso contínuo  dos estímulos positivos. Quando o educador estiver, culturalmente, preparado e, tecnicamente, treinado para o exercício da educação. Quando o educador tiver  consciência  da realidade e da cultura da juventude moderna, etc


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                                      Para Refletir e Debater

  • Como se apresenta a força do modelo na sociedade e no país?
  • Como vivenciar os valores da preservação do meio ambiente?
  • Como se manifesta o barulho dos eixos ressecados da carroça?
  • Como abrandar a força negativa dos eixos  ressecados na educação?
  • Como descreve os eixos lubrificados na educação?
  • Como movimentar seu grupo na preservação da natureza?
  • Como agregar valores às ações comunitárias?
                        

       

   Por: Antônio Luiz Bianchessi
            Miembro Consultor REDEM en Brasil 
COMENTARIOS
Nombre: Alberto Henriques
E-mail: alberto.henriques@ig.com.br
Comentario: Precisamos pensar seriamente no desafio educacional. A educação é parte dos investimentos que uma sociedade faz em seu próprio futuro.


Nombre: Charlles Nunes
E-mail: charllesnunes@gmail.com
Comentario: Caro Professor Bianchessi,
Parabéns pela exposição e defesa clara das idéias.
Levanto contigo a bandeira da inclusão social, através da qual educador e educando alternam suas posições enquanto aprendem um com o outro. Levanto contigo a bandeira de que só combateremos o monstro da indiferença coletiva quando banirmos o mesmo do interior de cada um de nós. Levanto contigo a bandeira que há causas nobres e pessoas boas por todo o mundo – e um número considerável delas no Brasil. Prossigamos em frente com nossas ações simples, um dia de cada vez.


Nombre: Rivani B Cohn
E-mail: rivacohn@terra.com.br
Comentario: Realmenter não podemos nos deixar levar pela banalização das desgraças humanas e a desvalorização da honestidade e ética convivendo naturalmente com escândalos e comportamentos negativos pois estaremos correndo o risco de nos tornarmos vulneráveis a todo tipo de decadência ( fisica, moral ou intelectual).Temos que voltar a dar valor ao SER e não ao TER.


Nombre: Raquel de Barros
E-mail: raqueldrb@terra.com.br
Comentario: O excelente artigo vem corroborar que tudo começa com a educação. Não é por acaso  que os humanos são as únicas criaturas na face da Terra que ficam durante muitos anos ao amparo de seus genitores.