Desfocamos a Natureza
Anualmente, 100 milhões de toneladas de todos os tipos de lixo são atiradas ao mar. No Oceano Pacífico, o plástico encobre as águas pela extensão de 1000 km, com profundidade de 10 metros.
A produção diária de lixo, com relevância, para o plástico e alumínio, só dos Estados Unidos atinge cifras alarmantes e desalentadoras.
Diariamente, 426 mil celulares saem de circulação. A cada 8h00 11 mil aviões realizam vôos comerciais. A cada 15 minutos são produzidas 170 mil pilhas. A cada 6h00 são jogados ao lixo em voos comerciais um milhão de copos plásticos. A cada 5 segundos são descartadas 60 mil sacolas plásticas. A cada 30 segundos são jogadas no lixo 106 mil latas de alumínio. De Gia- Grupo de Impacto ambiental. Adaptado de: Superinteressante. Edição 247. Dezembro de 2007. Os dados, talvez, estejam defasados.
Os cientistas alertam para a gravidade do problema. Se não houver mudanças radicais para diminuir as agressões ao meio ambiente, as previsões não são animadoras.
Para uma reflexão, transcrevo um "sonho" que me despertou para a realidade.
Adormeci. Sono profundo e amedrontador. Parecia ilusão. Pesadelo? Afigura-se verdadeiro. No sonho sonhado percorri longas distâncias.
Na ilusão transitória, convivi com ocorrências aterradoras. No apogeu da imaginação fantasiosa, pressenti a presença aflitiva e cruel daquilo que parecia ficção ou pesadelo.
Perambulei por diferentes países. Constatei a convivência clamorosa dos humanos. A violência impera nos relacionamentos primários. Predomina o clamor por compaixão e misericórdia.
Imploram um olhar compreensivo e compassivo. A sede exaspera a ânsia de viver. Presenciei lutas sangrentas pela posse de um riacho, que aparentava água límpida e saudável. Pessoas doentes e inválidas banhando-se em água contaminada pelos esgotos sanitários.
Milhões de toneladas de peixes mortos pela ausência de oxigênio e pelo envenenamento das águas.
Apavorante a visão de vendavais e furacões aterradores. E a raça humana dizimando-se por falta de alimentos e água. O oxigênio disputado pela força das armas.
Homens e mulheres desfigurados. O leite materno impunha morte prematura às crianças anêmicas, vigiadas por urubus, que aguardavam a realização de uma saborosa refeição.
Os sobreviventes brincavam de poço artesiano. O reduto de água remanescente não saciava a ânsia dos sedentos.
O medo, a angústia, o pavor, o terror, a visão catastrófica de um futuro próximo, o abandono, a solidão, as doenças misteriosas e arrasadoras, a morte prematura fomentavam o desespero total.
Milhões de toneladas de gelo despencam e bóiam nas águas do mar. O aquecimento global provoca catástrofes generalizadas. As águas marítimas aqueceram-se além do limite tolerável. Os peixes morreram. Muitas cidades sumiram.
Os humanos transformaram-se em animais ferozes. Liquidaram companheiros e familiares para saciar a fome. Destruíram propostas de salvação da terra.
O estouro do turbilhão invadiu minhas emoções e destroçou meus sentimentos. Era o pavor da visão. Despertei aos "berros" e clamei por socorro. Senti-me parte integrante da devastação e da desolação. (Do meu livro "A Água, Manancial da Vida, que será publicado").
Infelizmente, meu sonho em alguns lugares do planeta já desponta como real. Os desastres atribuídos ao aquecimento global são notórios e comentados diariamente pelos meios de comunicação.
Temos convicção de que delicadeza e respeito ao "desequilíbrio da mente e dos sentimentos dos humanos" no campo do incentivo e da promoção do aquecimento global, devem ser banidos. A bondade e a compaixão para com os destruidores do planeta são qualidades que causam revoltas. Imperam a ganância, o egoísmo e a ânsia de acumular fortunas.
Para comprovar minhas afirmações apresentamos costumes, hábitos e transtornos mentais que provocam desastres sem controle.
a) Apropriação Indevida.
Tornamo-nos "donos" de rios e mares, com direito a lançar tudo aquilo que incomoda ou que não mais atende às nossas loucuras.
b) Venenos Jogados nos Rio.
Muitos se atribuem o direito de despejar nos rios venenos e tóxicos, sem respeito à vida existente nas águas e com o possível envenenamento de seus consumidores.
c) Despejamos Dejetos nos Rios.
Jogamos nas águas dejetos "in natura". Captamos a água e, após tratamento, ela se torna própria para consumo.
d) Material Pesado.
Jogamos nos rios materiais pesados, altamente nocivos à saúde e à sobrevida, como mercúrio, estanho, chumbo, alumínio.
e) Rejeitos Hospitalares.
Muitas vezes, é jogado nos rios, lixo hospitalar impregnado de antibióticos. As conseqüências para o ser humano que consome água são desastrosas.
f) Ganância Humana.
A ganância de muitos humanos acelera o aquecimento global, principalmente, com a destruição das matas e a poluição das águas.
g) Lixos e Resíduos Venenosos lançados aos Rios.
Muitos despejam nos rios lixos, resíduos venenosos e letais, grandemente prejudiciais à saúde. Encontramos em rios anticoncepcionais, antibióticos e produtos de higiene pessoal.
h) Queimadas de Pastos.
Incendiamos grandes extensões de pasto para que o terreno se torne saudável, livre de pragas, e sacie a fome dos animais.
i) Lençóis Freáticos.
Reduzimos as águas dos lençóis freáticos e contaminamos as remanescentes, que não sucumbiram à fúria humana. O asfalto e o desmatamento reduzem os reservatórios aquíferos do planeta
j) Áreas "Desertificadas".
As extensões dos desertos do planeta são imensas. As chuvas que podem acontecer arrastam terra para os rios. É o assoreamento. E acúmulo de terra nos leitos dos rios, impede a reprodução de peixes, impossibilita o transporte marítimo e colabora, grandemente, para os alagamentos durante as enchentes.
k) Dejetos Animais.
Muitos dejetos de animais (suínos e bovinos) são lançados "in natura" diretamente nos rios. Os rios são usados, também, como sorvedouros do sangue quando abatemos esses animais
l) Nascentes e Margens de Rios.
Eliminamos matas, plantas e vegetais que protegem as nascentes e as margens dos rios. Em conseqüência, muitas vertentes salvadoras de vidas, deixam de existir.
CONCLUSÃO.
O aquecimento global e a contaminação das águas crescem assustadoramente. Combatê-los torna-se imperativo universal e o maior desafio do século.
O desequilíbrio do clima torna a vida sobre a terra insustável. Nossa intuição deve despertar a criatividade, para que novas modalidades de vida no planeta possam surgir. A capacidade de servir aniquila o egoísmo e a ganância de ter, e pode agregar novos valores à convivência humana.
Sua presença encantadora encanta pelo amor encantador à natureza, e propaga encantos desafiadores para os desencantados pela apatia e indiferença, que desencantam.