BOLETÍN  REDEM
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15 de Mayo del 2009
DESAFIO EDUCACIONAL DO SILÊNCIO  II


A capacidade evolutiva das  potencialidades humanas é  ilimitada.  Permanece, muitas vezes, estacionada e distante do foco do sistema educacional.
       A pedagogia libertadora deve tornar-se  sustentáculo dos avanços na conquista da humanização da convivência diária.
       O silêncio impingido através da imposição e das restrições educacionais, inibe ou até aniquila o possível progresso da criatividade  e da intuição.
       A imposição não educa, mas condiciona a determinados comportamentos idealizados  e programados pelo educador. Alguém qualificou a imposição educacional como "crematório do cérebro".
       Outros, ainda, dão a entender que a imposição seria o "congelamento do cérebro". Podemos afirmar que a imposição e as restrições atuam através de paradigmas externos e penetram no recôndito da mente humana e das emoções.
       As conseqüências  refletem-se  na convivência  humana. Carecemos de espontaneidade e de adesão aos avanços libertadores, que podem livrar da submissão irracional o ser humano.
       A imposição alimenta desencontros e a violência, que predominam no campo mundial. É suficiente refletir sobre o aquecimento global para termos uma leve sensação  de impunidade generalizada, falta de educação e  a impressão de que somos a derradeira geração a sobreviver na terra.
       O silêncio restabelece  contatos, nem sempre, promotores  de solução de conflitos e de planejamento de salvação do planeta.
       Às vezes, o silêncio propaga desequilíbrios mentais ou uma consciência que desqualifica o outro em benefício  de um egoísmo sufocante.
       Para elucidação das assertivas, sugerimos a leitura de um trabalho científico que passaremos  a apresentar.
              
                                            "A MENTE HUMANA"

                                                   (Conteúdo de e-mail de 03/05/2009, sem endereço).

       "A mente humana grava e  executa tudo que lhe é enviado. Seja através  de palavras, pensamentos ou atos seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos.
       Essa ação sempre acontecerá independente se traga ou não resultados positivos para você.
       Um cientista de Phoenix Arizona queria provar essa  teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências. Conseguiu um em uma penitenciária. Era um condenado à morte, que seria executado em uma cadeira elétrica.
       O cientista lhe propõe o seguinte:
       Ele participaria de uma experiência científica, na qual seria  feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a última gota. Ele teria uma chance  de sobreviver, caso o sangue coagulasse.
       Se isso acontecesse, ele ganharia a liberdade. Caso contrário, ele iria falecer pela perda de sangue, porém teria morte sem sofrimento e sem dor.
       O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria chance de sobreviver.
       O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas  de hospital e amarraram seu corpo para que não se movesse.
       Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso foi colocada uma pequena vasilha  de alumínio.
       Foi dito a ele que ouviria o gotejar  de sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma veia ou artéria, mas foi suficiente para que ele  sentisse  o pulso sendo cortado.
       Sem que ele soubesse,  debaixo de sua cama tinha um frasco de soro com uma  pequena válvula.
       Cortaram seu pulso, abriram  a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que estava pingando na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro que gotejava.
       De 10 em 10 minutos o cientista sem que  o condenado visse  fechava um pouco  a válvula do frasco e o gotejamento diminuía.
       O condenado acreditava  que era seu sangue que estava diminuindo. Com o passar do tempo foi perdendo a cor e ficando cada ver mais pálido.
       Quando o cientista  fechou a válvula o condenado teve uma parada cardíaca e morreu sem ter perdido uma gota de sangue.
       O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé da letra,   tudo que  lhe é enviado e aceito pela pessoa, seja positivo ou negativo e que sua ação envolve todo o organismo quer seja na parte psíquica, quer seja na parte orgânica.
       Essa pesquisa é um alerta para filtrarmos o que enviamos para a nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava  e executa  o que  lhe enviado.
       Quem pensa  que vai fracassar, já fracassou, antes mesmo de tentar. Somos  o que pensamos e acreditamos ser.
       Há duas maneiras de se viver a vida. Uma  é acreditar que não existe milagre. A outra  é acreditar  que todas as coisas são milagres"         "Reflete no que  você está  fazendo com você mesmo"
                                            Rosana Carniel.

                                           SAPOS EM FESTA

                                                                                     (Lenda de procedência ignorada)

       O presidente comemora  aniversário e a independência da bicharada. Do brilhantismo da festa consta uma corrida de sapos ao topo  de uma elevação.
       A platéia entusiasmada aguarda  a aproximação do horário estabelecido para início da corrida. Aclama os candidatos com gritos e aplausos.
       O sinal  da largada ecoou no vale e a saparia iniciou a corrida. Apenas um sapo superou o desafio e conquistou o prêmio. Está sorridente. Os outros bichos desistiram   pelo caminho.
       O vencedor foi condecorado, aplaudido e entrevistado por jornalistas. A conclusão da entrevista foi assustadora. Os  sapos desistentes foram contagiados pelos colegas da platéia que gritavam em coro: "você não é capaz...você não é capaz..."
                        O SAPO VENCEDOR ERA SURDO

                                        CONCLUSÃO

       O medo real e fantasioso e o sentimento de ser ridículo em público fruto do deboche e da desqualificação são potentes pedras no caminho da evolução das potencialidades.
       O sentimento de incapacidade e de nulidade amplia e propaga o estacionamento técnico e educacional na busca da humanização.
       Atribuir a possível sucesso do ser humano ao poder de fogo das armas bélicas, à força e à dinâmica do consumismo, seria a promoção da decadência da espécie e aplausos    à submissão irracional.
       Quem se julga incapaz é excelente candidato ao fracasso. Capacitar o educando é função primordial do educador.
       Focar o foco do educando e facilitar que realize as melhores escolhas sempre será um grande desafio.
       As mudanças  na educação tornam-se indispensáveis para que a caminhada atinja as metas e os objetivos propostos.
       Perante agressões, imposições, violência, desqualificação, ameaças, etc. é conveniente fingir que estamos surdos.


       

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Comentarios
   Por: Antônio Luiz Bianchessi
            Miembro Consultor REDEM en Brasil 
Nombre: Petronio Rosa
E-mail: pcelia@terra.com.br
Comentario: A experiência e a fábula espelham o que na realidade tenho observado em relação a força das convicções.


COMENTARIOS
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Nombre: Maurício Melo
E-mail: profmauriciomelo@oi.com.br
Comentario: A incapacidade dos educandos de revelar suas potencialidades está intrinsecamente associada à esta submissão irracional contagiada pela própria incapacidade do educador de fazer aflorar e explorar tais potencialidades, todavia focando o respeito da individualidade e dos limites de cada educando.


Nombre: Raquel Barros
E-mail: raqueldrb@terra.com.br
Comentario: As imposições e restrições que ainda persistem no sistema educacional realmente \"congelam\" o cérebro. Os educadores precisam acreditar na capacidade de seus alunos, levá-los a pensar. Enfim, procurar desenvolver as aptidões latentes em todos os seres. Parabéns pela escolha dos exemplos ilustrativos. São bastante contundentes.